quinta-feira, 28 de abril de 2016

Guerra Civil hoje! Saiba tudo!

Guerra Civil

Aêee chegou! Todos comemoraaaaam!

#TEAMCAP ou #TEAMIRON

Trouxe um texto super completo de Bruno Araújo e César Souto, redatores do G1. Tenho certeza que vão gostar! Boa leitura!

                                                                                ___


Capitão América e Homem de Ferro entram em confronto em 'Guerra Civil', 13º filme da Marvel nos cinemas (Foto: Divulgação/Marvel)


Anunciado pouco tempo depois de "Batman vs Superman: A origem da justiça", "Capitão América: Guerra Civil" tinha a difícil missão de não só encenar um confronto de super-heróis da Marvel. Mas também de adaptar para os cinemas uma das histórias em quadrinhos mais bem-sucedidas dos últimos tempos e introduzir ainda mais personagens a um elenco que já é grande e cresce a cada longa.
"Guerra Civil" utiliza tudo que foi construído nos últimos 12 filmes da editora para entregar quase 2h30 de ação e bom humor que não parecem gratuitas ou exageradas.

Ao estrear no Brasil nesta quinta-feira (28), o novo filme de Capitão América, Homem de Ferro e companhia prova que os estúdiosMarvel realmente aprenderam como fazer uma produção do gênero.
Se é o melhor filme da Marvel? Não. "Capitão América 2: O Soldado Invernal" ainda é um pouco melhor, mas ele chega bem perto. "Guerra Civil" tem que mostrar muita gente e explicar toda a treta entre os Vingadores. E apesar de fazer isso bem, é normal que algumas partes não fiquem tão bem desenvolvidas.
O que dá para cravar é que o terceiro "Capitão América" é a produção mais importante da editora até aqui. É como se os últimos 8 anos de filmes de super-heróis tivessem sido produzidos só para que pudéssemos ver esse grande confronto.
O filme é parecido com a HQ?
Caso você não saiba, "Capitão América: Guerra Civil" é inspirado em um grande evento de 2006 da Marvel. O arco de histórias envolveu quase todas as revistas da editora e foi escrito por Mark Millar – um rapaz bastante eficiente que também criou os quadrinhos que deram origem aos filmes "O procurado" (2008), "Kick-Ass" (2010) e "Kingsman - Serviço Secreto" (2014).
O dilema da guerra civil no filme e no gibi é mais ou menos o mesmo: revelar (ou não) a identidade de todos os super-heróis mascarados e os colocar (ou não) sob o controle do governo. Capitão América e Homem de Ferro discordam sobre os termos desse acordo, mas o que motiva esse plano e as reações de cada um dos líderes a ele são muito mais pessoais no cinema.
Capitão América recruta alguns dos Vingadores para lutar ao seu lado em 'Guerra Civil' (Foto: Divulgação/Marvel)Alguns dos Vingadores ficam do lado do Capitão América no filme (Foto: Divulgação/Marvel)
Após mais um incidente envolvendo os Vingadores, a atuação livre e sem supervisão dos super-heróis é colocada em xeque. O filme então recapitula as batalhas de Nova York ("Vingadores"), Washington ("Capitão América 2: O Soldado Invernal") e Sokovia ("Vingadores: Era de Ultron") e bate na tecla de que o grupo até tem boas intenções, mas que o caminho para elas está permeado por morte e destruição.
Nesse sentido, "Capitão América: Guerra Civil" parte de um pano de fundo mundial, e não restrito aos Estados Unidos, como nas HQs. Isso ajuda a dar peso à cadeia de eventos que começou lá atrás, no primeiro "Homem de Ferro" (2008), e ganha a cada filme uma maior noção de causa e consequência que não isenta o time de super-heróis de questionamentos.
A reação do Capitão América contra o acordo também é uma questão muito mais emocional do que moral e histórica, como nos gibis. Os ideais liberais estão ali, mas Steve Rogers fica dividido de verdade por causa de Bucky Barnes, o Soldado Invernal, seu antigo companheiro de guerra que oscila entre o cara gente boa de outrora e a máquina de matar treinada pela Hydra.
Homem de Ferro também forma sua própria equipe em 'Guerra Civil' (Foto: Divulgação/Marvel)Enquanto outros se aliam ao Homem de Ferro (Foto: Divulgação/Marvel)
Já o Homem de Ferro luta pela regulamentação por ainda se sentir culpado pela criação de Ultron, a inteligência artificial responsável pela destruição em Sokovia. No filme, ser um líder político é menos importante para Tony Stark do que manter sua consciência tranquila.
Essa suavização do debate ideológico entre os dois super-heróis (liberalismo x estadismo) também acaba se refletindo nas cenas de combate. Nas HQs, a noção de guerra é muito mais intensa, pois são dezenas de personagens levando o conflito até as últimas consequências em todos os estados dos EUA.
No filme, os super-heróis também saem na mão e empolgam, mas fica aquela sensação de que eles estão dando uma aliviada pra não machucar porque, né, brincadeira de mão nunca dá certo e sempre acaba em choro.
Homem-Aranha aparece pela primeira vez em filmes Marvel no novo trailerl de 'Capitão América 3: Guerra Civil' (Foto: Reprodução/YouTube/Marvel)Estreia do Homem-Aranha no universo de filmes da Marvel é ponto alto de 'Guerra Civil' (Foto: Reprodução/YouTube/Marvel)
E o Homem-Aranha?
O super-herói mais popular dos quadrinhos só aparece por 3 segundos no trailer de "Guerra Civil", mas pode ficar tranquilo que no filme a parada é séria. O jovem Tom Holland, de apenas 19 anos, já é o Homem-Aranha mais espirituoso e bem-humorado dos cinemas, mas sem deixar de lado todo o seu poder e compromisso com aquilo que acredita.
O ator traz uma combinação de inocência e empolgação que é contagiante e torna o jovem Peter Parker muito carismático. É sério, é impossível não se divertir em qualquer uma das cenas do novo Aranha.
Até rola uma sensação de que o cabeça de teia foi encaixado meio que de última hora, já que ele aparece e some da trama sem mais nem menos, mas é porque isso realmente deve ter acontecido. Afinal, Sony e Marvel anunciaram Holland como o novo Homem-Aranha há menos de um ano, muito depois do início da produção. Nada que impeça que seus momentos em cena sejam alguns dos melhores do filme.
Pantera Negra é interpretado por Chadwick Boseman em 'Capitão América: Guerra civil' (Foto: Divulgação/Marvel)Pantera Negra é interpretado por Chadwick Boseman (Foto: Divulgação/Marvel)
















Pantera Negra?
O príncipe do reino de Wakanda, local que já foi citado em outros filmes do universo Marvel, é o oposto do "amigão da vizinhança". Obscuro, vingativo e até meio egoísta, o Pantera Negra tem um objetivo muito claro ao se junto ao time de Stark.
O ator Chadwick Boseman prova que foi a escolha correta para o papel ao reproduzir muito bem a nobreza e determinação necessária para viver T'Challa e sustentar o filme solo do herói, previsto para 2018.
Isso sem contar o traje do Pantera Negra, uma das recriações mais vibrantes nos cinemas de super-heróis dos quadrinhos.
'Capitão América 3' ou 'Vingadores 2.5'?
O nome do Capitão América está lá, mas "Guerra Civil" reúne quase todos os Vingadores que apareceram em "Era de Ultron". E se for para compararmos os dois "battle royales" de superhumanos, o novo filme tem mais fôlego por apresentar uma crise muito maior.
Afinal, os dois grandes super-hérois da Marvel realmente quebram o pau em "Guerra Civil". Eles entram em combate direto e brutal várias vezes, ao ponto de rolar uma vontade de entrar no meio e falar "gente, já deu, vamos conversar, isso não leva a nada". Mas a guerra não é só deles. Todos os outros personagens também têm chance de testar suas habilidades e provar que sabem brigar.
Com um elenco formado por 12 heróis e mais dois vilões dos quadrinhos, ficaria fácil dizer que se trata de um novo capítulo dos "Vingadores". Mas a trama parte da relação conflituosa entre Steve Rogers e Bucky Barnes, construída com sucesso nos outros filmes do capitão, como fio condutor para envolver toda a trupe de super-heróis. Então dá para entender que ela aprofunde esse e outros relacionamentos do supersoldado.
Mesmo assim, "Capitão América: Guerra Civil" consegue mudar de uma vez por todas as relações entre grande parte do personagens da editora. Alianças são forjadas e amizades são desfeitas. E por isso, a sensação é de renovação para a terceira fase de filmes da Marvel, que prevê no mínimo mais 8 produções.

___

Créditos a Bruno Araújo e César Souto do site G1.com

Nenhum comentário: